Palestrantes

Arlindo Philippi Junior USPArlindo Philippi Jr. (USP) – Doutorado em Saúde Pública e Livre Docência em Política e Gestão Ambiental pela Universidade de São Paulo. É Professor Titular da Universidade de São Paulo, Pesquisador FAPESP e CNPq. Exerce atualmente a função de Pró-Reitor Adjunto de Pós-Graduação da USP e Presidente da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Saúde Pública. É ainda Coordenador pró- tempore da nova área de Ciências Ambientais da CAPES e Membro do Conselho Superior da CAPES; atuou como Coordenador de Área Interdisciplinar da CAPES e foi membro titular do Conselho Técnico Científico de Ensino Superior (CTC-ES) da CAPES no período de 2007- 2011. Publicou 38 artigos científicos em periódicos qualificados, 105 capítulos de livros e 35 livros publicados e/ou organizados. Possui 167 itens de produção técnica. Orientou 18 dissertações de mestrado, 13 teses de doutorado e supervisionou 6 pós-doutorados. Atua com ênfase em Política, Planejamento e Gestão Ambiental. Além das atividades acadêmicas, exerceu funções de direção no IBAMA, na CETESB e na SVMA, e coordenou a área de Ciências Ambientais do PADCT/MCT.

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Carlos Graeff Teixeira PUCRSCarlos Graeff Teixeira (PUCRS) – Graduação em Medicina pela Universidade de Passo Fundo (1980), mestrado em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986) e doutorado em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz (1991). Ex-presidente (2003-2007) da Sociedade Brasileira de Parasitologia. Atualmente é Professor Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, assessor técnico do Ministério da Saúde. Tem experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Helmintologia Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: esquistossomose de baixa endemicidade, angiostrongilíases, diagnóstico parasitológico e molecular, reatividade cruzada humoral e transmissão hídrica de parasitoses. Interesses recentes: cientometria; aplicação e desenvolvimento de teorias sobre a complexidade em modelos de interação parasito-hospedeiro e do reconhecimento pelo sistema imune. Coordenador do Setor de Pesquisa Interdisciplinar, da Pró-Reitoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da PUCRS. Coordenador Adjunto do Comitê Assessor da Área Interdisciplinar, FAPERGS. Coordenador da Região Sul, Inquérito Nacional de Geohelmintoses e Esquistossomose, SVS Ministério da Saúde.

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Claude Raynaut GRIDClaude Raynaut (CNRS-FR) – Antropólogo, doutor em Antropologia pela Universidade de Bordeaux em 1968. Foi pesquisador no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), da França (1969-2005). Professor associado na UFPR. Doutor Honoris Causa da UFPR. Desde os meados dos anos 1970, lançou e coordenou vários programas de pesquisa interdisciplinar sobre questões ambientais, sanitárias, socioeconômicas na África e, a partir dos anos de 1990, no Brasil. Criou, na Universidade de Bordeaux 2, o Laboratório de Pesquisa “Santé, Sociétés, Dévelopement” e o grupo associativo de pesquisa Groupe de Recherches Interdisciplinares sur Le Développement (GRID)

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Eduardo Luft PUCRSEduardo Luft – (PUCRS) – Mestrado em Filosofia pela PUCRS (1994), doutorado em Filosofia pela mesma universidade (1999) (com um ano de estudos na Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg (Alemanha)) e pós-doutorado pela Goethe- Universität Frankfurt am Main (Alemanha, 2010). Atualmente é professor adjunto da PUCRS. Atuou como professor visitante na Rheinische Friedrich-Wilhelms-Universität Bonn (Alemanha, 2012). Co-autor de "Ideia e Movimento" (Civilização Brasileira: 2012) e "Criança pensa" (Record: 2009) e autor de "Sobre a coerência do mundo" (Civilização Brasileira: 2005), "As sementes da dúvida" (Mandarim: 2001) e "Para uma crítica interna ao sistema de Hegel" (Edipucrs: 1995). Membro-fundador dos grupos de pesquisa "Dialética" e "Filosofia sistemática: dialética e filosofia do direito" e integrante do grupo de pesquisa "Materialismos", todos registrados no CNPQ. Desenvolve uma abordagem contemporânea em filosofia sistemática, integrando monismo diferenciado ou dialético em metafísica, axiologia evolutiva em ética e falibilismo generalizado em epistemologia. Outros tópicos de interesse: idealismo alemão (ênfase em Hegel), filosofia da ciência (Popper, Albert, Lakatos), teoria dos sistemas adaptativos complexos (S. Kauffman) e teoria das redes (A.-L. Barabási).

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Ellen Fensterseifer Woortmann (UNB) – Possui graduação em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1975), mestrado em Antropologia pela Universidade de Brasília (1981) e doutorado em Antropologia pela Universidade de Brasília (1988). Atualmente é pesquisadora associada da Universidade de Brasília, pesquisadora – Universidad Nacional de Quilmes e colaboradora – University Of Oslo e vice-presidente da ABA, Assoc. Brasileira de Antropologia.Tem experiência na área de Antropologia e atua nos seguintes temas:, campesinato, parentesco,imigração, memória e patrimônio, saberes tradicionais e gênero

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Fernando Ostuni Gauthier (UFSC) – Concluiu o doutorado em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Catarina em 1993. Atualmente é Professor Associado, do departamento de Engenharia do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina atuando no Bacharelado em Sistemas de Informação e no Programa de Pós-graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento. Tem experiencia nas áreas de empreendedorismo, inteligência artificial, computação evolutiva, ensino à distância via web e e engenharia do conhecimento.

José Ivo Follmann UNISINOSJosé Ivo Follmann (UNISINOS) – Graduação em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1972), graduação em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira (1973), graduação em Teologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1974), mestrado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1984) e doutorado em Sociologia – Universite Catholique de Louvain (1994). Atualmente é Vice-Reitor (desde dezembro de 2007) e professor titular 1 da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, atuando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (mestrado e doutorado). É também Diretor de Assistência Social da Associação Antonio Vieira – ASAV. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia das Religiões e Práticas Sociais, atuando principalmente nos seguintes temas: diversidade religiosa, transdisciplinaridade, diálogo inter-religioso, identidades, sociabilidades e políticas sociais.

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Livio Amaral (DAV-CAPES) – Bacharel em Física (1974), Mestre em Física (1977) e Doutor em Física (1982) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e pós-doutorados no “Centre de Spectrométrie Nucléaire Et de Spectrométrie de Masse”, Paris, França (1985) , no “Fundamenteel Onderzoek Der Materie”, Amsterdam, Holanda (1992). Desde 1998 é Professor Titular do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul com área de atuação na física experimental nos temas: interação de feixes de íons com a matéria; implantação de íons em materiais metálicos e semicondutores; técnicas de análises físicas associadas a feixe de íons; estudos de propriedades estruturais, magnéticas e luminescentes em materiais implantados de dimensões nanométricas. Exerceu diversos cargos de representação, consultoria e administração na UFRGS, em agências do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ministério da Educação (MEC) e Fundações de Amparo à Pesquisa, bem como na Sociedade Brasileira de Física (SBF). Tem mais de 130 publicações em revistas especializadas e orientou e co-orientou 31 mestres e doutores. Em 2006 recebeu a comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico e Grão Cruz em 2009, em 2007 recebeu o Prêmio FAPERGS/Copesul – Pesquisador Destaque na área de Física e Astronomia. Em maio de 2009 foi cedido para exercer o cargo de Diretor de Diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento do Ensino Superior (CAPES)

 

Luiz Bevilacqua UFRJ

Luiz Bevilacqua (UFRJ) – Graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1959), especialização em Pontes e Grandes Estruturas na TH Stuttgart (1961) e doutorado em Mecânica Teórica e Aplicada – Stanford University (1971). Professor Emérito da COPPE-UFRJ (2008). Na área profissional de engenharia projetou pontes e obras de grande porte (GEOTECNICA S/A), Projeto de tubulações e vasos de pressão para as Usinas Nucleares de Angra (PROMON ENG), Coordenador do Projeto de Veículos de Operação Remota (COPPETEC-PETROBRAS) e Coordenador da consultoria para determinação da integridade estrutural dos Moinhos de Bola de Tubarão da Cia Vale do Rio Doce (COPPETEC-CIA. VALE do RIO DOCE. Na área científica introduziu na COPPE o tratamento variacional do método dos elementos finitos (MEF), com destaque para problemas com descontinuidade, isto é, meios contínuos seccionalmente homogêneos. Aplicações do MEF em placas e cascas. Estudo do comportamento não linear de membranas. Contribuiu também para a solução de problemas de dinâmica, propagação de ondas em sólidos e estabilidade dos meios contínuos. Recentemente trabalha em: 1. Dinâmica de estruturas fractais tendo proposto novo método de determinação de dimensão fractal via resposta dinâmica; 2- modelagem de sistemas biológicos e sociais particularmente: espalhamento da malária com influência sazonal com infectados sujeitos a vários níveis de tratamento, dinâmica populacional do pirarucu com particualr atenção para o cuidado parental e difusão do conhecimento em cadeias sociais, considerando o efeito da criatividade no processo cognitivo. Desenvolve atualmente uma nova teoria para difusão com retenção temporária com aplicações em processos bioquímicos no espaço intra-celular do cérebro; 3 Investigação de processos cognitivos e modelagem matemática e computacional em biologia. Na área de administração acadêmica destacam-se a criação do programa de engenharia civil da COPPE-UFRJ, Vice-reitor Acadêmico da PUC-RJ, Diretor da COPPE, Coordenador do comitê estruturação acadêmica e implantação da UFABC- Santo André São Paulo, Reitor da UFABC e responsável pela implantação do Núcleo de Cognição da UFABC. Atualmente coordena junto a Pós- Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRJ a implantação do Espaço Alexandria na UFRJ destinado a estimular a integração interdisciplinar em projetos destinados a fazer avançar as fronteiras do conhecimento científico: quebra de paradigmas. Na administração pública foi: Secretário Executivo do MCT; Diretor das Unidades de Pesquisa do CNPq; Diretor Científico da FAPERJ, Presidente da Agência Espacial Brasileira. Participou do comitê de implantação da ABCM (Associação Brasileira de Ciência Mecânicas); Criador e primeiro editor da JBSMSE (inicialmente RBCM), Journal of the Brazilian Society of Mechanical Sciences and Engineering; coordenador da associação da ABCM com a IUTAM, International Union of Theoretical and Applied Mechanics, sendo um dos representantes brasileiros na IUTAM; membro do comitê de implantação do IAI Inter-American Institute for Global Change Research.

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Margarete Axt (UFRGS) – Graduação em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1969), Mestrado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1982) e Doutorado em Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1994). Atualmente é Professora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com atuação nos Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) e em Informática na Educação (PPGIE), coordenando o PPGEdu no triênio 1998-2000 (em 2000, o programa organizou e sediou a III Anped Sul) e o PGIE, no triênio 2003-2006. Coordena o Laboratório de Estudos em Linguagem, Interação e Cognição (LELIC), registrado no diretório de grupos de pesquisa do CNPq, buscando possibilidades de interlocução da educação com os estudos em filosofia da linguagem e filosofia da diferença, nas interfaces com a psicologia (social e cognitiva). Orienta mestrado e doutorado no âmbito de dois projetos em andamento (CIVITAS e PROVIA), na interface pesquisa-extensão, com as temáticas: formação docente continuada em serviço (educação infantil e ensino fundamental/anos iniciais); processos de subjetivação na perspectiva da invenção e criação, produção de sentido e autoria; tecnologias na educação, incluindo EAD. A partir do projeto de pesquisa em cooperação internacional Brasil-Moçambique, no âmbito do edital Pró-África/CNPq (2009-2012), mantém parceria em pesquisa e cooperação acadêmica com a pós-graduação da Universidade Pedagógica de Maputo. Tem recebido apoio à pesquisa e à extensão do CNPq, FINEP, MEC, FAPERGS, UFRGS. É consultora ad hoc do CNPq e da CAPES, desde 1999. Participou da Comissão de Avaliação da Câmara de Ciências e Humanidades da Área Interdisciplinar da CAPES, no período 2003-2011, tendo exercido a função de presidente dessa mesma câmara no período de 2007-2011.

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Marlene Tamanini (UFPR) – Possui graduação em ciências sociais e políticas pela Fundação Escola de Sociologia Política de São Paulo (1992), mestrado em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997), Integrou o Curso de Aperfeiçoamento em Metodologia de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Saúde Reprodutiva no Pragrama em Gênero, Sexualidade e Saúde do Instituto de Medicina Social da UERJ/ Fiocruz/ Unicamp/ UFBa (1998/1999), doutorado em Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas (DICH) pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003) e doutorado sanduíche no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS/França em 2003). Foi professora da UNISUL, Florianópolis/Pedra Branca/Tubarão/SC no período de 1998 a 2004. Foi docente no curso de formação de professores em gênero, sexualidade, orientação sexual e relações étnico-raciais, oferecido pela Universidade Federal de Santa Catarina na modalidade de ensino a distância no segundo semestre de 2009. Tem experiência de ensino na área de sociologia e metodologia da pesquisa no curso de graduação em ciências sociais e na pós graduação de sociologia da Universidade Federal do Paraná. Ministrou e ministra outras disciplinas com ênfase em Gênero e Trabalho, sexualidade, reprodução e família, atuando principalmente nos seguintes eixos: Produções tecnológicas e biomédicas em laboratório e seus efeitos produtivos e prescritivos nas práticas sociais, nos modelos tecno – científicos e jurídicos, referidos a embriões, filiação, maternidade, paternidade e família; Reprodução, conjugalidade, amor, sexualidade. Trabalho, gênero, ciência, e trajetórias acadêmicas profissionais. Riscos tecnológicos, saúde, direitos sexuais e reprodutivos, bioética referida a medicina reprodutiva; cultura e diversidade. Pos doutorado em março de 2010 a fevereiro de 2011, junto a Universidade de Barcelona Espanha, com bolsa aprovada pela CAPES.

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Robert Frodeman NORTH TEXASRobert Frodeman (University of NorthTexas) – Professor e coordenador do Departamento de Filosofia e Estudos Religiosos na Universidade de North Texas. Ex director do Centro de Estudos Interdisciplinares (UNT) na Universidade do Colorado. Com os estudantes da Alphonso Lingis e Stanley Rosen, trabalhou nas áreas de ética ambiental e filosofia ambiental, filosofia da geologia e filosofia da ciência política e escreveu diversos artigos. Ao longo do seu trabalho tem enfatizado o papel que a filosofia pode representar na solução de controvérsias sociais como as mudanças climáticas e o furacão Katrina. Seu mais recente trabalho foca na abordagem interdisciplinar do conhecimento. Na UNT foca na “filosofia de campo” ao trabalhar com cientistas, engenheiros e políticos, onde desde 2008 é o diretor fundador do Centro de Estudos Interdisciplinares (CSID). O Centro procura identificar as melhores práticas para a pesquisa e educação interdisciplinar e entende que os últimos 100 anos de disciplinaridade no ambiente acadêmico levaram a um excesso de produção científica porém não conseguiram resolver os complexos problemas atuais. Atualmente é editor do Oxford Handbook of Interdisciplinarity (2010).

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Selvino Assmann (UFSC) – Possui graduação em Filosofia pela Faculdade Filosofia N Sra Imaculada Conceição Viamão (1967), graduação em Teologia pela Pontificia Università Gregoriana (1970), mestrado em Teologia pela Pontificia Università Gregoriana (1971), mestrado em Filosofia pela Pontificia Università Lateranense (1973) e doutorado em Filosofia pela Pontificia Università Lateranense (1983). Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Política Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: michel foucault, biopolítica, giorgio agamben, educação e modernidade. Editor-Chefe da Revista Internacional Interdisciplinar Interthesis

 

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QUESTÕES AOS PALESTRANTES

O principal objetivo das questões é permitir que os palestrantes do SIIEPE tenham um referencial comum de preocupações para abordarem cada eixo de estruturação do evento.

A Comissão Organizadora houve por bem propor questões de referência para cada um dos dias, que devem ser encaminhadas aos palestrantes para que os mesmos possam explicitar suas respostas, no contexto da contribuição especifica que cada um trará ao evento.

Para tal, estão sugeridas 3 questões por eixo temático do SIIEPE. A formulação das questões levou em conta o propósito de cada eixo, conforme previamente anunciado na programação do evento.

Neste documento, com base nas sugestões discutidas em reuniões da Comissão Organizadora do evento (colocadas em Anexo), sugerem-se e justificam-se as questões para cada um dos dias do SIIEPE.

Alertamos que os palestrantes não necessitam abordar todas as questões do dia, mas escolher algumas dentre estas.

1º dia – Teoria e prática da Interdisciplinaridade

Diretrizes da programação

O primeiro eixo temático proposto para o Simpósio tem por objetivo avançar o debate sobre a teoria, a epistemologia, o método e as práticas da interdisciplinaridade. Nesse contexto incluem-se temas como: (i) o histórico da criação de conhecimento disciplinar, multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar; (ii) a taxonomia da interdisciplinaridade; (iii) pedagogia e interdisciplinaridade; (iv) método científico e interdisciplinaridade; e (v) visão crítica e limites da inter/transdisciplinaridade;

Em síntese, nesse primeiro eixo os interessados deverão encontrar referências e debates sobre as dimensões históricas, teóricas, instrumentais (metodológicas), práticas e críticas da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade.

Para tratar dessas questões, sugere-se que os palestrantes considerem abordar os seguintes temas:

QUESTÃO 1: O que são e como se relacionam a Multidisciplinaridade, a Interdisciplinaridade e a Transdisciplinaridade?

Essa questão refere-se à base conceitual e epistemológica da tríade multi-inter-transdisciplinaridade. Como se sabe, não há um referencial único de consenso sobre essas definições e será importante para o evento ter claro aquele utilizado por cada palestrante, evitando-se confusões entre as diferentes visões das áreas.

QUESTÃO 2: Quais são as principais bases teóricas e metodológicas que fundamentam a Interdisciplinaridade no ensino, na pesquisa, na extensão e na inovação?

Além da base conceitual, é importante referenciar o instrumental metodológico que os palestrantes têm sobre a prática interdisciplinar. A pergunta solicita explicitar esses referenciais teóricos e práticos na tríade da missão universitária e na relação da C&T com o processo de inovação.

QUESTÃO 3: Como se pode introduzir a interdisciplinaridade desde a educação básica até a pós-graduação?

Nesta terceira questão, supõe-se relacionar os aspectos teóricos e metodológicos com os desafios da inserção da Interdisciplinaridade na formação educacional, desde a educação básica até a formação de pós-graduação.

2º dia – Conhecimento interdisciplinar

Diretrizes da programação

O segundo eixo temático objetiva abordar as diferentes manifestações da multi/interdisciplinaridade no contexto das diversas áreas do conhecimento, reconhecendo-se a relação intrínseca entre disciplinaridade e interdisciplinaridade. Para tal, propõem-se duas linhas de trabalhos: (1) interdisciplinaridade na formação e na pesquisa disciplinar; e (2) multi e interdisciplinaridade como campos científicos e de formação.

A primeira linha reconhece a presença da multi/interdisciplinaridade na formação e na pesquisa disciplinar de campos científicos que incluem: física, química e matemática aplicada; engenharias e arquitetura; ciências sociais aplicadas; ciências da saúde e biológicas; humanas e ambientais dentre outras.

A segunda linha refere-se aos campos científicos cuja gênese e característica têm a multi/interdisciplinaridade em sua essência indissociável. Entre esses, incluem-se: gênero e sociedade, ciências da cognição; computação e sistemas de informação, sustentabilidade e meio ambiente; inovação e empreendedorismo; biotecnologia; novas engenharias (mobilidade, conhecimento, etc.). No plano prático, essa linha também se refere à resolução de problemas contemporâneos que exigem a abordagem multi/interdisciplinar (ex. violência, crises econômico-sociais, agressão ao meio ambiente dentre outras).

Em síntese, o segundo eixo de trabalhos do Simpósio visa posicionar a inter/multidisciplinaridade nos campos da ciência e da formação, de modo a que os interessados encontrem referencial prático e tangível sobre como essas formas de produção de conhecimento se manifestam na educação e no exercício profissional contemporâneos.

QUESTÃO 1: Como se constitui o conhecimento interdisciplinar?

Essa questão refere-se à caracterização do objeto de pesquisa, de formação e de aplicação da multi/interdisciplinaridade. Presume-se que cada palestrante poderá, em função de sua experiência e área de atuação, explicitar os elementos que definem seu objeto de interesse e que caracterizam a sua multi/inter/transdisciplinaridade.

QUESTÃO 2: Quais são os campos de aplicação da multi/inter/transdisciplinaridade? Essa questão tem por objetivo identificar as áreas de aplicação da multi/interdisciplinaridade, particularmente aquelas da experiência dos palestrantes.

QUESTÃO 3: Que benefícios a multi/interdisciplinaridade tem trazido aos avanços nestes campos?

Com essa questão, espera-se explicitar os benefícios que a abordagem multi/interdisciplinar tem trazido ao seu projeto de formação/pesquisa. Esperam-se comparativos entre abordagens clássicas e as adotadas pelos palestrantes ou a caracterização do ineditismo da visão que a abordagem multi/interdisciplinar trouxe ao objeto em análise.

3º dia – Institucionalização da interdisciplinaridade

Diretrizes da programação

O terceiro eixo temático tem por objetivo avaliar oportunidades e desafios e propor ações que visem tornar o sistema educacional brasileiro mais aberto e receptivo à interdisciplinaridade e a novas formas de conhecimento. Reconhecem-se aqui tanto os desafios e impeditivos estruturais à multi/interdisciplinaridade como experiências, programas e marcos regulatórios que vêm propondo formas institucionais alternativas às configurações tradicionais da pesquisa, da formação e da gestão acadêmicas (ex. UFABC, UFBA, CAInter/CAPES, Reuni, Lei da inovação, etc.).

Para tal, o terceiro eixo do Simpósio deverá tratar de questões como: (i) avaliação e interdisciplinaridade (peer review, avaliação de projetos, etc.); (ii) processos inovadores na gestão acadêmica; (iii) estrutura curricular e interdisciplinaridade; (iv) carreira interdisciplinar; e (v) estrutura organizacional e interdisciplinaridade (ex. estruturas não departamentalizadas, programas governamentais multi/interdisciplinares).

Em síntese, no terceiro eixo do Simpósio os participantes vão encontrar tanto reflexões/críticas como experiências e sugestões à institucionalização da interdisciplinaridade nos sistemas educacionais.

QUESTÃO 1: Quais são os principais obstáculos à inserção da Interdisciplinaridade nos setores acadêmico e governamental e como eles podem ser enfrentados? A questão se coloca de forma geral para que os palestrantes possam apontar uma relação de obstáculos, tanto conhecidos e esperados como identificados por cada um em sua experiência profissional.

QUESTÃO 2: Como incluir a Interdisciplinaridade em processos críticos do sistema de CT&I e educação superior (ex. avaliação, fomento, concursos, progressão funcional)? Essa questão preocupa-se com os processos críticos em sistemas de educação superior, ciência, tecnologia e inovação, que têm lógicas disciplinares e impedem a inserção da interdisciplinaridade. Espera-se que os palestrantes possam destacar os mais significativos em sua visão e apresentar sugestões concretas para que os organismos responsáveis possam identifica-las como práticas viáveis.

QUESTÃO 3: Como as estruturas organizacionais dificultam a interdisciplinaridade e o que deve mudar (ex. estruturas universitária/governamental departamentalizadas)? Quando o obstáculo é estrutural, além das mudanças em processos pode ser necessário rever o arranjo organizacional vigente. Esta questão pede aos palestrantes que reflitam sobre o arcabouço das instituições acadêmicas e governamentais e sugiram evoluções que contribuam com a interdisciplinaridade.